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Venda direta responde por quase 100% de alguns modelos

23-04-2018

Quando é o próprio fabricante que emite a nota fiscal de um veículo, configura-se venda direta. É o que acontece numa venda para empresas, taxistas ou pessoas com deficiência (PcD). Não parece, mas esse público pode responder por quase a totalidade das vendas de alguns modelos.

Das 422 unidades do Renault Fluence emplacadas até fevereiro (suficientes apenas para um 8º lugar no ranking de vendas de sedãs médios), incríveis 97% saíram da loja por venda direta.

Destino parecido parece ter sido reservado para o C4 Lounge: 81,2% dos 564 emplacamentos registrados foram vendas diretas – ajuda nisso o fato de o modelo oferecer versões específicas (e de custo bem vantajoso) para pessoas com deficiência.

No caso do veterano VW Voyage, 26º carro mais vendido no país no ranking geral de vendas, foram 3.485 (74,3%) dos 4.693 emplacamentos.

Outro exemplo ilustrativo é o da picape compacta Fiat Strada. Mesmo bastante defasada, trata-se do veículo comercial mais vendido do país – e ocuparia o 7º lugar se forem incluídos os carros de passeio – mas nada menos que 95,2% dos 9.509 emplacamentos registrados no período foram para PJ.

Como vimos, os modelos prediletos nesse tipo de venda são as picapes e os sedãs compactos e médios, muito requisitados em locadoras por motoristas de aplicativos. O problema vem lá na frente: o estigma de carro de frota tende a desvalorizar o usado.

Em números absolutos, o líder em vendas diretas é o mesmo modelo que lidera as vendas gerais: o Chevrolet Onix, seguido por uma disputa acirrada entre Ford Ka e VW Gol. A surpresa aparece no 4º lugar: o Jeep Compass, que no ranking de varejo aparece apenas na 16ª posição.

No sentido oposto, o Hyunda HB20 (vice-líder no varejo) ocupa somente o 9º lugar na soma das vendas diretas.

E se juntarmos a Fiat Strada ao ranking de automóveis de passeio, ela ocuparia nada menos que a 2ª posição nas vendas para PJ, deixando para trás Ka e Gol.

Da Revista Quatro Rodas.