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Ajude Brumadinho a recomeçar!

4/10/19

Um dos poemas mais conhecidos de Ferreira Gullar fala da vida. Entre dores e amores, ele escreve sobre as cidades e diz que vista de perto, elas revelam seus presentes e suas carnaduras de pânico: “são pessoas que vão e vêm, que entram e saem, que passam sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro sangue urbano movido a juros. São pessoas que passam sem falar e estão cheias de vozes e ruínas”.

Visitar Brumadinho, quase seis meses depois do rompimento da Barragem da Mina do Córrego do Feijão, é viver um pouco esse poema intitulado “A vida bate”. Ver aquele lugar, antes pulsante, agora silencioso e vazio, é de partir o coração. Mas a vida bate! É preciso recomeçar, ainda que dolorosamente.

Por isso, a série “Onde ir, o que fazer?” dessa edição da Revista SINDLOC-MG, volta ao Inhotim: Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico. Reaberto, dois meses após o crime ambiental, o lugar faz uma campanha para ajudar a reerguer a cidade! Uma série de perguntas e respostas foram elaboradas pela própria instituição para esclarecer as principais questões.

O Inhotim está funcionando normalmente?
Sim. Voltamos a funcionar normalmente, de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e nos finais de semana e feriados das 9h30 às 17h30. Nas quartas-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita para todos. Os ingressos podem ser adquiridos online ou na nossa recepção.

A área onde o Inhotim está localizado está em segurança?
O Inhotim está a cerca de 20 quilômetros da área afetada. A equipe ambiental do Inhotim analisou os mapas topográficos do entorno para assegurar que o Instituto não corre riscos.

A lama é visível em toda a cidade de Brumadinho?
Não. Os rejeitos atingiram a área rural de Brumadinho. A região central da cidade, onde o Inhotim está localizado, não foi afetado pela lama. As áreas atingidas ficam a cerca de 15 quilômetros da parte central.

Quais serão as ações futuras voltadas para a comunidade?
O Inhotim criou comitês para avaliar o impacto social, ambiental e econômico da tragédia. No momento, a prioridade é dar o suporte imediato aos funcionários que estão sofrendo a perda de um ente querido ou que estão em situações de incertezas. Essa é a principal linha de ação.

Qual o risco de doenças infecciosas após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão?
No site da Secretaria de Estado e Saúde de Minas Gerais há orientações à população sobre cuidados a serem tomados e sobre os serviços de saúde que estão sendo disponibilizados para informar moradores e visitantes da cidade.

É necessário algum tipo de doação?
Não. Estamos em contato com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Prefeitura de Brumadinho e reafirmamos que não está sendo necessário mais nenhum suporte nesse sentido, pois os trabalhos de resgate e a atuação junto à comunidade já estão devidamente organizados.

Como ajudar Brumadinho?
Acreditamos que, atualmente, a melhor forma de ajudar a cidade é fortalecendo sua reconstrução por meio da valorização da cultura, do turismo e das riquezas naturais de Brumadinho. Além do Inhotim, a cidade conta com uma extensa área verde, com diversas espécies da Mata Atlântica e do Cerrado, cachoeiras e trilhas, além de ser uma cidade com rica oferta cultural, com tradições de congado e comunidades quilombolas reconhecidas.

Visitar Brumadinho, prestigiar o Inhotim e informar sobre o funcionamento e a programação do Instituto para outras pessoas também é uma forma de colaborar com uma cidade que busca se reerguer.

Visite Inhotim e ajude Brumadinho a recomeçar!

COMO CHEGAR
Para chegar ao Inhotim, saindo do centro da cidade, seguir pela Avenida Amazonas sentido Contagem, Betim e São Paulo. Após passar o posto da Polícia Rodoviária Federal, seguir aproximadamente 800 metros até a saída do KM 501 para Rodovia MG-040. Seguir placas Inhotim/Brumadinho por aproximadamente 25 KM. O acesso via BR-040 passando por Retiro do Chalé ou Piedade do Paraopeba que estava interditado devido ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, já está liberado. A estrada que liga Casa Branca a Córrego do Feijão ainda permanece fechada.

Da Revista SINDLOC-MG.