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Fakenews: a pandemia

Artigo redigido por Epiphânio Camillo - Nativa Comunicação → 15/6/20

Esta é a grande praga que nos assola há muito tempo, que agora se tornou mais presente e reveladora das anomalias que acarreta para cidadãos, empresas e governos.

Os prejuízos que a desinformação traz ao nosso cotidiano é de difícil mensuração e, pior que os estragos visíveis e presentes, pode perdurar por tempo ilimitado destruindo reputações e criando narrativas diversas dos fatos.

O que é divulgado nas redes sociais é de caráter permanente; embora possa haver bloqueios em alguns provedores, nada impede nem garante não fiquem os conteúdos arquivados, latentes, ameaçando retornar sob outras formas criativas, tal qual Espada de Dâmocles permanente e ameaçadora. Com o desenvolvimento dos meios de acesso às informações e aos instrumentos das tecnologias disponíveis a baixo ou nenhum custo, cada cidadão tem posse e domínio de arma poderosa – e por vezes fulminante! – nas pontas dos dedos.

“Fakenews” é realidade inescapável do nosso dia-a-dia, que devemos enfrentar para reduzir ou eliminar seus efeitos lesivos.

O que fazer?

Primeiramente agir como filtros, não divulgando notícias que, mesmo recebidas de fontes confiáveis, podem ser falsas ou conter dados e notícias não confirmadas, ou narrativas eivadas de sutilezas com lógica bem arquitetada conduzindo a deduções equivocadas. Na dúvida, é importante consultar as fontes primárias, acessando os sites de origem. Outra atitude e comportamento sistemático: constatada a falha, responder
ao remetente sobre o que foi observado, permitindo que ele replique o achado na própria rede, divulgando-o e o difundindo. É importante estar atento: ao disseminar informações não confiáveis, ou de origem duvidosa, coloca-se a própria reputação em risco e julgamento, pois o mero encaminhamento transmite ao destinatário o pressuposto de aval do remetente.

Utilidade pública

Para auxiliar na validação das notícias recebidas há alguns sites que se especializaram no tema e podem ajudar muito. Sendo assunto de notória relevância, a ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas (https://acminas.com.br/), entidade centenária que completará 120 anos em janeiro de 2021, está investindo fortemente para mitigar, com esclarecimentos técnicos especializados e atuais, os danos provocados por este devastador e insidioso agente de desinformação que deve ser enfrentado sem tréguas. Trata-se de serviço de Utilidade Pública, livre e disponível para ser amplamente divulgado. Encontra-se acessível através do link https://acminas.com.br/?page_id=7876.

Precedentes

Ao contrário do que previu George Orwell na obra 1984, de 1949, não há um Grande Irmão a controlar nossas mentes e corpos, mas incontáveis indivíduos para produzir versões difusas de fatos e difundi-las sem quaisquer censuras e limites, nem filtros eficazes. Vivíamos até recentemente em ambiente onde o conceito “valor-verdade”
era dicotômico, expresso pela equação de George Boole: a lógica booleana. Agora nos deparamos com a “verdade-infinito-valorada” trazida no início do século XX por Lukasiewicz e Tarski; a Lógica Fuzzy, difusa.

Instigante desafio. Mais um.

Epiphânio Camillo - Nativa Comunicação

Epiphânio Camillo - Nativa Comunicação

Graduado em Administração de Empresas, com especialização em Informática Aplicada pela ACTIM, Paris. Sócio da Nativa Comunicação e conselheiro da FDC e da Aliança Francesa; foi vice-presidente do BEMGE, gerente de sistemas da PRODEMGE, da Usiminas Mecânica e de informática na FIAT Automóveis; foi conselheiro da FUMSOFT, presidente da SUCESU, da ASSESPRO e do CIEE-MG. É vice-presidente da ACMinas.