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Exposição em BH traz clássicos do design italiano na Casa Fiat

30/8/19

Até o dia 03 de novembro a Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10 – Belo Horizonte-MG) traz a exposição “Beleza em Movimento – ícones do design italiano” com uma exposição que traz 100 peças artísticas incluindo automóveis, esculturas, a estética do cinema e outros itens que influenciaram a cultura em todo o mundo.

Se você é fã dos grandes carros confira o que vai encontrar na exposição que tem entrada gratuita e que o R7 conferiu de perto.

Maserati Ghibli 1971

Este clássico do design de Giorgetto Giugiaro com farois escamoteáveis era a proposta de esportividade para o final dos anos 1960 (o carro chegou em 1967). O motor era um V8 4,7 litros de 310cv que alcançava com facilidade os 250Km por hora. Foram menos de 1.300 unidades fabricadas até o carro sair de linha em 1073. Esta denominação voltou a ser usada de 1992 a 1998 e novamente a partir de 2013.

Ferrari Dino 246 GT 1974

O carro que fez a marca italiana sair de uma de suas crises está bem representado na mostra. Trata-se do sucessor da Ferrari Dino 206 GT, com tradicional motor V6 traseiro 2,4 litros de 195cv em um carro de apenas 1100kg. Foram 3,3 mil unidades fabricadas, um sucesso para uma marca que se popularizou em vários países como carro de desejo dos fãs de esportividade.

De Lorean DMC 12 1981

O DeLorean é como um bom carro mundial da atualidade. Foi desenhado por Giugiaro na Itália, a pedido do empresário norteamericano Zachary DeLorean, tinha motor projetado pela Peugeot, Renault e Volvo (PRV) e era fabricado na Inglaterra. Com todo o alarde provocado no seu anúncio, no final dos anos 1970, a DeLorean só fabricou o DMC 12 no início dos anos 1980. A carroceria em aço escovado, o perfil esportivo e o motor V6 PRV de 141cv e o arrojo do desenho não fizeram dele um sucesso comercial que só o cinema foi capaz de imortalizar na saga “De Volta para o Futuro”.

Ferrari Testarossa 1988

O estilo da Ferrari nos anos 1980 se tornou imortal com suas linhas retas e aerodinâmicas com carros que pareciam “grudados” no chão. O motor da máquina é um V12 de 390cv com potência máxima acima das 6.000 rotações.

Estreou em 1984 e foi fabricada até 1996 com as devidas atualizações em mais de 7.000 unidades, outro sucesso para um carro que custava em 1995, pouco antes de sair de linha, US$ 220 mil.

Alfa Romeo Giulia Spider

Inspirador no desenho e no estilo à frente de seu tempo, o Giulia chegou em 1965 após um projeto arrojado do estúdio Pininfarina. Com linhas sedutoras e simples, dava destaque ao cuore italiano, símbolo da Alfa Romeo. Tinha motor 1300cc de 65 cv (conhecida na Itália como Junior) e as versões de 1600cc e 110cv com carburadores de corpo duplo, freios a disco e câmbio de cinco marchas. Era concorrente do Fiat 124 Spider e do Karmann Ghia entre outros esportivos pequenos.

Lamborghini Miura

O supercarro italiano foi produzido entre 1967 e 1973. A proposta era oferecer um veículo de aerodinâmica refinada típica dos carros de corrida. O motor era um V12 3,9 litros posicionado a 90 graus que desenvolvia 350cv, fazendo o Miura voar baixo com seus 1.125Kg a até 280Km por hora. Foram pouco mais de 700 unidades fabricadas ao longo de seis anos para um público muito específico que podia pagar pelo carro mais veloz de sua época. O design do Miura influenciou muitos carros que foram desenhados e construídos no final dos anos 1960 como o próprio Puma GT brasileiro.

Alfa Romeo Giulia Sprint Speciale

Outra obra prima do estúdio Bertone, foi um carro construído para vencer as corridas do circuito de Monza nos anos 1950. Chegou ao mercado em 1959 com motor de câmaras hemisféricas e 1300cc alimentado por carburador Weber que levava o rendimento para 100cv. Também tinha versão 1600cc de 112cv com carburação dupla Weber 40 como o carro da foto. Além desta versão coupé a mesma fórmula das pistas foi aplicada na Sprint Zagato que teve só 1.200 unidades fabricadas.

A exposição conta com peças que incluem obras de arte, automóveis, miniaturas, objetos, miniaturas, mobiliario e instalações multimídia como a exposição de filmes clássicos italianos e uma sala com o som dos automóveis expostos no evento. Com curadoria de Peter Fassbender, Head do Design Center LATAM da Fiat Chrysler Automobiles, e colaboração da arquiteta e historiadora italiana Maddalena D’Alfonso, a exposição tem entrada franca.

Por Marcos Camargo Jr, da Autos Carros.