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Produção de veículos no Brasil cresce 2% em 2019, diz Anfavea

17/1/20

A produção de veículos no Brasil subiu 2,3% em 2019, na comparação com o ano anterior, divulgou a associação das fabricantes, a Anfavea, nesta terça-feira (7). No total, foram feitos 2.944.962 carros, caminhões e ônibus no ano passado, contra 2.879.809 em 2018.

Apesar de ser o terceiro ano consecutivo de crescimento na produção, o patamar ainda está abaixo do visto em 2013, quando chegou a 3.712.736 unidades e o setor bateu o ser recorde histórico anual.

A Anfavea afirmou que os resultados ficaram em linha com as previsões feitas ao longo do ano.

O país vizinho é o maior cliente das exportações de veículos brasileiros, que amargaram novo ano de queda, desta vez de 31,9%.

O baque nas exportações
A queda de 31,9% nas exportações, especialmente para a Argentina, foi a maior desde 2017. As 428.198 unidades vendidas para o exterior foram o pior resultado desde 2015.

O segmento mais afetado foi o de caminhões, com redução de 45% em relação a 2018. As exportações de carros caíram 31,6%.

“O novo governo assumiu na Argentina, no último dia 10, mas ainda não temos novidade que possa mudar esse cenário”, disse Moraes.

Em valores também houve queda, de 32,6%, totalizando R$ 9,77 bilhões, incluindo máquinas agrícolas e rodoviárias.

Empregos
O número de pessoas empregadas na indústria automotiva brasileira caiu 3,7% em dezembro, comparando com o mesmo mês de 2018. No ano passado, havia 125.596 trabalhadores ativos, contra 130.451 no ano retrasado.

Além da crise econômica e demais fatores, um ponto que contribuiu para a queda no número de empregados foi o encerramento das atividades da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) e à readequação da produção das montadoras à baixa nas exportações.

Previsões para 2020
Para a Anfavea, há expectativa de crescimento de 9,4% nas vendas em 2020, voltando ao patamar de 3 milhões de unidades que não é visto desde 2014.

Também é esperado que a produção retome esse nível, mas com crescimento menor do que as vendas, de 7,3%, tendo em conta a projeção de uma nova queda nas exportações.

A associação estima que as exportações caiam 11% sobre 2019, para 381 mil unidades, que seria o pior número desde 2014. Além da crise argentina, o presidente da Anfavea atribuiu a previsão conservadora ao alto custo de produção de veículos no Brasil.

“Nossas exportações em maioria são de itens básicos: soja, milho… Não tenho nada contra, mas alguma coisa está errada”, afirmou o executivo. “Tem um problema estrutural que precisamos atacar.”

O presidente da Anfavea destacou melhorias na economia, mas disse que é preciso “mais ambição”. “Estamos celebrando as grandes conquistas, mas precisamos atacar e continuar nas reformas”, afirmou Moraes. “Se não, teremos um voo de galinha. Precisamos ser mais ambiciosos.”

Por Luciana de Oliveira, G1.