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Uber cai mais de 8% após novo prejuízo bilionário

13/11/19

As ações da Uber chegaram a cair 8,4% na manhã desta terça-feira (5). O movimento ocorre na véspera do fim do período de lockup e após a empresa registrar prejuízo de 1,2 bilhão de dólares no terceiro trimestre. Embora as perdas tenham sido 18% acima do mesmo período do ano passado, no trimestre anterior, o déficit foi de 5,2 bilhões de dólares. Às 13h, a ação recuava 7,4% e era negociada a 28,77 dólares na Bolsa de Nova York.

Na expectativa de um dia vir a dar lucros, a empresa de aplicativo de transporte vem fazendo grandes investimentos para melhorar o serviço e conquistar uma base maior de cliente. No terceiro trimestre, a companhia teve faturamento de 3,8 bilhões de dólares – 30% superior na comparação anual -, mais do que o esperado pelo mercado.

Além do novo prejuízo bilionário, o fim do período de lockup, que se encerra nesta quarta-feira (6), pode pressionar o preço do ativo para baixo, já que libera a venda dos papéis adquiridos no IPO, em 10 de maio. Com isso, há a expectativa de que o preço da ação recue ainda mais.

O investidor que comprou os papéis da empresa naquela data, até ontem (4), tinha perdido cerca de um terço do valor investido.

Na época, o preço de 45 dólares escolhido para a operação era considerado baixo por analistas. No entanto, a decepção veio logo após a oferta inicial na Bolsa de Nova York, quando o ativo fechou o dia com desvalorização de 7,6%.

A queda ficou ainda mais acentuada após o papel passar a ser negociado no mercado secundário. Ainda no segundo dia de negociação, a ação da Uber já acumulava perdas de 17%.

Setor em baixa
Apesar da ação da Uber estar afundando, ela não estão sozinha neste barco. Sua principal concorrente nos Estados Unidos, a Lyft, que também abriu capital neste ano, bem tendo maus tempos na bolsa. Desde se listou na Nasdaq até ontem, seus papéis acumulavam desvalorização de 40,51%.

Além de enfrentarem forte concorrência no segmento de aplicativos de transportes, essas empresas estão vulneráveis às regulamentações da atividade, que pode ser diferente de um lugar para outro. No Brasil, por exemplo, o STJ decidiu que os motoristas da Uber são trabalhadores independentes enquanto o estado da Califórnia considera-os funcionários da empresa.

Por Guilherme, da Revista Exame.