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Volta de empresas deve privilegiar sistema híbrido

31/7/20

Divulgada ontem, pesquisa feita em junho com mais de 700 líderes de empresas brasileiras, de 11 setores, aponta que mais da metade (56%) já definiu o retorno dos colaboradores às atividades presenciais para entre agosto e dezembro, em razão de uma esperada redução nos números da Covid-19.

Feito pela multinacional KPMG, o estudo mostra ainda que o período de setembro até o fim do ano é o que concentra a maior parte das previsões de retomada (35%). Outras 21% retornam em agosto e 10%, somente em 2021.

O estudo indica também que o trabalho remoto manteve (50%) ou até melhorou (20%) a produtividade nas organizações. Isso justifica o fato de que ao menos metade delas já tenha decidido que, ao voltar, utilizará um sistema híbrido de trabalho. “O levantamento mostra que houve uma boa adaptação ao home office, o que não era uma realidade dos trabalhadores brasileiros”, afirma Roberto Gomez, da KPMG no Brasil;

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está certamente entre as grandes empresas que, ao menos nos setores administrativo e de apoio, pretende retomar atividades presenciais em etapas, ainda sem datas, e manter parcialmente o teletrabalho.

Consultada sobre o home office em Minas, a estatal respondeu, por nota, que “em torno de 1.800 colaboradores próprios continuam realizando suas atividades nessa modalidade, espalhados pelo Estado”. E acrescentou: “Um plano de retorno está em andamento e prevê a retomada do trabalho presencial em ondas, permanecendo com o home office como uma prática da gestão de pessoas”.

Também no segmento de Tecnologia da Informação (TI), a tendência, segundo o vice-presidente da associação mineira das empresas do setor (Assespro-MG), Fernando Santos, é de adoção do modelo híbrido. “Mas, para a maior parte delas, o retorno só deve acontecer em 2021”.

Há, porém, empresas em que o home office ficou para trás. É o caso da Viabile Arquitetura e Engenharia, de BH, que retomou as atividades presenciais dos oito colaboradores ainda no mês passado.

“A gente achou que o home office já não estava trazendo resultados. Como estamos com projetos curtos e demandas mais urgentes, precisávamos de atuação mais colaborativa e troca mais rápida de informações entre os funcionários”, diz a arquiteta Fernanda Basques. Ela garante, contudo, que medidas de segurança são seguidas à risca, como uso obrigatório de máscaras e constante higienização.

Por Evaldo Magalhães, do Jornal Hoje em Dia.