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O seguro em tempos de coronavírus

Artigo redigido por Ildebrando T. S. Gozzo - Diretor Geral da ST Consultoria e Assessoria em Seguros Ltda. → 15/5/20

O seguro tem por objetivo minimizar os efeitos da realização de riscos sobre o patrimônio, a saúde, a vida, a responsabilidade civil, a renda, dentre outros, permitindo a continuidade dos negócios, a segurança e a qualidade de vida dos indivíduos e de suas famílias.

Se o seguro já é importante em tempos de bonança e calmaria, que dirá neste momento em que o planeta está sofrendo consequências avassaladoras sobre a saúde da população e na economia dos países, com reflexos na sobrevivência das empresas, nos empregos e na renda dos indivíduos.

No nosso país o governo, em suas diversas esferas, vem tentando fazer a sua parte. E o mercado segurador também.

Na quase totalidade das apólices de seguros de vida há cláusula que exclui a cobertura para eventos decorrentes de pandemia, como é o caso do COVD-19. Sensibilizados das consequências para a proteção das famílias dos seus segurados, os seguradores, salvo raríssimas exceções, excluíram da Cláusula “Riscos não Indenizáveis” de suas Apólices, a pandemia do COVID-19, passando a conceder cobertura aos seus segurados. E a sua seguradora está entre as que concedem a cobertura? Convém verificar com o seu corretor.

Algumas seguradoras estão aceitando a contratação de novas apólices de vida, concedendo cobertura para os eventos decorrentes do contágio pelo COVID-19. Há Companhias que aplicam carências para essa natureza de evento e outras que não, daí a importância de consultar o corretor de seguros da sua confiança, ao contratar o seguro.

Em relação ao patrimônio das locadoras, é importante observar que muitas locadoras estão fechadas ou com atendimento restrito aos seus clientes e isso acentua o risco de ocorrência de roubo ou furto qualificado de seus bens, com danos ao estabelecimento, provocados por arrombamento e, em casos extremos, como já tem ocorrido, de incêndio propositadamente provocado pelos próprios criminosos e até mesmo por atos de vandalismo.

Outra consequência, decorrente da queda acentuada da demanda por locação e da devolução de veículos pelos locatários, é que as locadoras estão sendo obrigadas a manter os seus veículos em pátios, próximos uns dos outros, concentrando assim o risco de perda catastrófica, face o volume de veículos estacionados num mesmo local.

No Brasil e no mundo têm ocorrido incêndios em pátios de locadoras e em aeroportos. O mais recente sinistro de grande proporção ocorreu no dia 03/04/2020, na cidade de Fort Myers, na Flórida, no pátio do Aeroporto Internacional, em que foram destruídos mais de 3.500 veículos, em decorrência de incêndio.

Não é de se desprezar, também, o risco de grandes perdas por queda de granizo.

As locadoras que já possuem apólice cobrindo os veículos nos pátios, é conveniente que atualizem as importâncias seguradas e, as que não têm, é prudente que contratem.

Ildebrando T. S. Gozzo - Diretor Geral da ST Consultoria e Assessoria em Seguros Ltda.

Ildebrando T. S. Gozzo - Diretor Geral da ST Consultoria e Assessoria em Seguros Ltda.

É pós-graduado em Administração e Gerência de Seguros pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, tem formação em Franchising pelo Instituto Franchising e Louisiana State University e Bacharel em Ciências Contábeis pelo Centro de Ensino Superior de São Carlos. É o 2º Vice-Presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru e Diretor Geral da ST Consultoria e Assessoria em Seguros Ltda.